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Idade: 21
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23.8.08

uh!

25.7.08

Boa noite. Agora são onze horas da noite e decidi vir aqui escrever. Preciso contar sobre os dias em que fiquei offline, sobre a vida: antes, durante e depois.

Bem, eu fiquei offline. Decidi me dedicar aos estudos, fui estudar pra um concurso e talz (ainda não sei o resultado, desejem-me sorte!). E fiquei offline, de verdade. Fiquei mais de um mês sem acessar o Orkut e o o msn, sem vida noturna, basicamente estudando (estou com muito sono escrevendo esse texto). Enfim, fiz as provas no último final de semana e agora, estou aqui, de volta à vida: Orkut, internet, nights e pessoas saindo pelo ladrão.

E quanto ao "balanço da clausura"? Esse um mês e meio (um mês e uma semana, pra ser exato), foi uma coisa esquisita. No primeiro dia de "liberdade", a sensação que eu tive foi a melhor possível. Mas no dia seguinte, o segundo dia... O segundo dia, a segunda vez, essas coisas são sempre horríveis. Porque na primeira, é o impacto, mas na segunda, já se sente a essência da coisa, da coisa em si. No segundo dia, eu senti uma saudade absurda e incomensurável da clausura. E vou explicar porquê. No período offline, eu trabalhava de nove às seis, tinha curso de seis às dez, chegava em casa e estudava até meia-noite. Aos sábados, tinha curso de oito da manhã às cinco da tarde. E isso fazia com que eu reclamasse sempre e sempre de não ter tempo pra nada. Mas o "momento offline", por assim dizer, em que pesem as vantagens e desvantagens, foi extremamente positivo. Em primeiro lugar: percebi que o Orkut não manda em mim. A minha relação com o Orkut era parecida com a relação que as pessoas mantém com o dinheiro; mostrei a ele, enfim, quem é que manda. Ainda sobre o Orkut, descobri que a maior parte do tempo gasto com ele é totalmente improdutivo, o Orkut é o nada coisificado; posso usar melhor o meu tempo, mesmo na Internet; por isso volto ao Orkut, mas, como eu mesmo disse, esporádico, rarefeito, muito menos intenso do que um dia tenha sido. Sobre as pessoas: salvo raríssimas exceções, as pessoas foram sumariamente cortadas da minha vida. Prometi voltar a tudo, a todos. Mentira. Alguns cortes não serão reatados; tem gente que não faz falta (mas tem gente que faz muita!). Sobre a vida: no nightlife! Descobri que night é bom, mas o dia é muito mais gostoso. Deixei de ser o cara das sextas e sábados à noite para ser o cara dos fins de tarde dos sábados e domingos de manhã. Encontrei na bicicleta uma excelente companhia para os finais de semana. Tornei-me um ciclista habitual, figurinha fácil das ciclovias: fone nos ouvidos e vamo-que-vamo. Pedalei pelas ruelas do Centro domingo de manhã e cara, é muito gostoso! Dia desses eu estava na ciclovia, ouvi um burburinho e,de repente, estava num show dos Beatles (tá, uma banda cover, mas muito boa!). Ok, chega de falar da bicicleta. Sobre a família: Passei a ficar muito mais tempo e a dar muito mais valor à minha família. Passei a exercitar de forma mais viva o amor que tenho por eles. Quanto ao dinheiro: fiquei pobre, paupérrimo, porque o curso era muito caro. Então, por isso, passei a me divertir muito mais procurando programas em conta, bebendo menos. Venho descobrindo, de verdade, que dinheiro não é tudo. Sexualmente (vamos lá, a parte que interessa, sei que vcs estão ansiosos para saber... huahsuhaushu), nada demais. Aliás, minha irmã veio me perguntar se eu estou numa fase hétero e eu disse que não, que estou numa fase moral. Sim, é meio complicado de entender, mas é uma coisa quase paroquial, só que sem o sentido religioso. Porque, no fundo, o lado sexual da vida foi cortado junto com as outras coisas no momento offline. Então, se eu ficava ansioso pelo final de semana era muito mais pra esvaziar um pouco a cabeça dos estudos e andar de bicicleta do que pra pensar em sexo e pegação. E os pensamentos? Bem, por incrível que pareça, foi um dos momentos em que meu psicológico ficou mais tranqüilo. Muito embora a pressão dos estudos tenha me deixado uma pilha de nervos, eu não tinha tempo pra ficar pensando na questão do ser ou não ser, no gerenciamento das pessoas em criteriozinhos escrotos como peguei/queropegar/voupegardenovo/bjoboanoite, nas questões fúteis do dia-a-dia que amolam e minam a paciência. Essas coisas todas foram cortadas no momento offline. Mas vamos lá, falando assim, parece que o momento offline foi uma maravilha. Mas teve os seus reveses: estudei à beça, muito, pra cacete, fiquei mega cansado (olha só, acabei lembrando de outro pró: pela primeira vez na vida, eu parei pra me dedicar a um projeto, tive foco e consegui limitar as influências externas em prol de um objetivo maior). Mas voltando aos contras: minha alimentação ficou horrível, fiquei pobre, entrei em dívidas pela primeira vez (porque eu tive que pagar o curso parcelado: era bem caro e meus pais não me ajudaram com um centavo), não consegui desenvolver atividades culturais (ir a cinemas, teatros, etc), tive que parar o teatro com a peça decorada, não li uma linha literária, fiquei muito estressado, apesar de psicologicamente tranqüilo.

Mas e agora? Agora eu volto, tendo a certeza absoluta de que eu não sou o mesmo: de que, de fato, eu volto mais light, mais sereno, mais focado, mais cônscio, mais pobre (huahsuhaushua), mais eu. O momento offline foi um excelente exercício de auto-conhecimento e de superação de limites. Pretendo ser, daqui pra frente, exatamente o que fui nesse momento offline, só que numa escala menos intensa. Por exemplo, serei mais diurno, ainda que não tanto; serei mais moral, ainda que não tanto (mentira, não vou ser moral porra nenhuma, caralho, o diabinho da consicência tá se manifestando... huahsuhaushua).

E agora, vida que segue, estou com 37 milhões de projetos, to pensando em várias coisas, começo um curso de DJ nesse sábado agora. XDD

Musically open-minded como nunca. Tenho ouvido umas músicas étnicas de vários lugares do mundo divertidíssimas.

Tenho me sentido sozinho; às vezes, parece que tenho muitas pessoas e poucos amigos. Mas os bons amigos, os de verdade, não têm me faltado; nem nos momentos mais offlines da vida.

Bjos!




*Esse layout é uma criação exclusiva de Bruno Maximus*